quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tecidos musculares
O tecido muscular é constituído por células alongadas, altamente especializadas e de capacidade contrátil denominadas fibras musculares. A capacidade de contraçãodas fibras é que proporciona os movimentosa dos membros, vas vísceras e de outras estruturas do organismo.
As células (fibras) musculares têm nomes específicos para as suas estruturas. Assim, a membrana plasmática é denominada sarcolema, enquanto o citoplasma é chamado de sarcoplasma.

1- Tipos de tecido muscular
Existem três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.
Tecido muscular liso. É constituído por fibras fusiformes dotadas de um núcleo alongado e central. Essas fibras, de contração lenta e involuntária, ocorrem organizando: os músculos eretores do pêlo (na pele); a musculatura do tupo digestivo (esôfago, estômago e intestino), da bexiga, do útero e dos vasos sanguíneos.
Tecido muscular estriado esquelético. Tem fibras cilíndricas, com centenas de núcleos periféricos. Essas fibras organizam os músculos esqueléticos, assim denominados por se acharem inseridos no arcabouço esquelético através dos tendões. A contração desse tipo é rápida e voluntária, como acontece com o bíceps e o tríceps, músculos do braço.
Tecido muscular estriado cardíaco. De contração rápida e involuntária, esse tecido muscular constitui-se de fibras com um ou dois núcleos centrais. Essas fibras organizam o músculo do coração (miocárdio). Entre uma fibra e outra verifica-se a presença de discos intercalares, membranas que promovem a separação entre as células.


a) Estrutura do músculo estriado
A fibra muscular estriada é envolvida por uma bainha de tecido conjuntivo denominada endomísio. Um aglomerado de fibras forma um feixe muscular. Cada feixe acha-se envolvido por outra bainha de tecido conjuntivo chamado perimísio. O conjunto de feixes constitui o músculo, que, também, se acha envolvido por uma bainha conjuntiva denominada epimisio (figura 3.4)


2- Mecanismo contrátil
As fibras musculares são dotadas de inúmeroas miofibras contráteis constituídas basicamente por dois tipos de proteínas: actina e miosina.
Na musculatura lisa, as miofibrilas são muito finas e não se organizam em feixes, de maineira que são dificilmente observadas. Assim, o sarcoplasma apresenta-se com aspecto homogêneo, sem estrias. è por isso que as fibras desse músculo são denominadas lisas.
Na musculatura estriada, as miofibrilas organizam-se em feixes, delimitando um intercalamento de faixas claras e escuras, o que confere à fibra um aspecto estriado. Descrevemos a seguir a estrutura de uma fibra muscular estriada. Acompanhe a descrição pelo esquema da figura 3.5

A fibra estriada é constituída por inúmeros miofribilas contráteis, entre as quais pode-se observar a presença de inumerosas mitocôndrias.
Cada miofribila apresenta faixas claras e escuras, de maneira alternada. as faixas claras (faixas I) apresentam no seu centro uma estria mais escura (estria Z). As faixas escuras (faixas A) são maiores e apresentam na região central uma zona mais clara (estria H).
O conteúdo existente entre duas estrias Z é denominada sarcômero. Inseridos na estria Z, encontram-se filamentos delicados contituídos da proteína actina. Esses filamentos terminam ao redor da estria H. Intercalados aos filamentos de actina estão os filamentos grossos, constituídos da proteína miosina.
Na faixa A existem filamentos de actina e miosina, determinando uma faixa mais densa, o que justifica a coloração escura, quando se observa a fibra ao microscópio óptico. Na estria H, um pouco mais clara, não existe actina.
A faixa I é constituída apenas pelos filamentos finos de actina, daí sua coloração clara (é uma região pouco densa). A estria Z é uma região de condensação de proteínas.
Quando a fibra muscular se contrai, os filamentos finos de actina deslizam sobre os filamentos grossos de miosina. Dessa maneira, a faixa I diminui (podendo até desaparecer); a estria H também diminui e pode desaparecer, embora a faixa A não se altere. É evidente que, na fibra contraída, as estrias Z se aproximam, o que determina o encurtamento do sarcômero. Como o sarcômero é a menor porção da fibra capaz de sofrer contração (encurtamento), é considerado a unidade contrátil da fibra muscular.
O mecanismo de deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina é conhecido como Teoria dos Filamentos Interdigitados Deslizantes.

a) A energia para a contração muscular
Sabemos que os músculos armazenam glicogênio. Através do mecanismo respiratório, as moléculas de glicose prevenientes do glicogênio liberam energia para a síntese de ATP. A energia liberada pelo ATP permite o deslizamento da actina sobre a contração muscular.
O estoque de Atp nas fibras musculares é, porém, limitado. Quando a atividade muscular é intensa, esse estoque é rapidamente consumido e, nessas condições, a energia oriunda do mecanismo respiratório não consegue, normalmente, restaurar as moléculas de ATP. Ocorre, no entanto, que a fibra muscular contém grandes quantidades de uma substância orgânica denominada creatina, capaz de ser fosforilada e amarzenar fosfatos de alta energia para o ADP, permitindo a rápid formação ne novas moléculas de ATP. Quando o músculo se encontra em repouso, o mecanismo respiratório fornece energia, permitindo a formação de novas moléculas de creatina-fosfato.
Considerando o mecanismo contrátil, podemos concluir as seguintes funções para as substâncias citadas abaixo:
  • glicogênio - Fonte primária de energia para a contração;
  • ATP - fonte imediata de energia para a contração;
  • Creatina-fosfato - reservatório de energia química para a contração.




O tecido conjuntivo apresenta como característica substância essencial ou intercelular abundante. Nessa substância podem ser encontradas várias células como: fibroblastos, fibrócitos, macrófagos, células adventiciais, linfócitos, plasmócitos, mastócitos e células adiposas.

A origem embrionária do tecido conjuntivo é a mesoderme.

O nome conjuntivo se deve as funções desse tecido, que é o preenchimento de espaços e a ligação entre tecidos.

O tecido conjuntivo tem uma substância essencial composta de proteínas, água, polissacarídeos.

As propriedades físicas do tecido são definidas pelas fibras, conjuntos de fibrilas protéicas. As fibras do conjuntivo são: colágena, reticular, elástica.

O colágeno compõe uma família de proteínas, que se diferencia em sua evolução, resultando em fibras colágenas.

A proteína elastina compõe as fibras elásticas.

As fibras reticulares são compostas de um tipo de colágeno, e possuem forma de rede.

Os tecidos de origem conjuntiva são: tecido conjuntivo propriamente dito, hematopoiético, cartilaginoso e ósseo.

O tecido conjuntivo propriamente dito compreende células de forma e função diversas, como fibroblastos, macrófagos, mastócitos, plasmócitos, células adiposas e células mesenquimatosas.

O tecido conjuntivo propriamente dito pode ser frouxo e denso.
O tecido conjuntivo frouxo preenche os espaços entre os tecidos, nutre as células epiteliais e envolve nervos e vasos.

No tecido conjuntivo denso prevalecem as fibras colágenas. Estão presentes na derme (porção profunda da pele), no periósteo que envolve os ossos, no periocôndrio que envolve as cartilagens, bem como nos tendões e ligamentos. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010


O tecido ósseo desempenha função de sustentação eclass="Apple-converted-space" proteção e constitui um sistema de alavancas. Como é constituído, além de fibras colágenas e vasos sanguíneos, de sais de cálcio, fósforo e magnésio, ele mantém constante a concentração desses minerais no corpo.

Este tecido é um tipoclass="Apple-converted-space"
especializadode tecido conjuntivo e é formado pela matriz óssea e células denominadas osteócitos, osteoblastos e osteoclastos. Os ossos são recober

Metade da matriz óssea é constituída por matéria inorgânica, tendo presentes bicarbonato, magnésio, potássio, sódio, citrato e íons fosfato e cálcio, sendo estes dois os mais freqüentes. Possui uma região denominada capa de hidratação, que facilita a troca de íons. A parte orgânica é formada, principalmente, por fibras colágenas.

Os osteócitos são achatados e se localizam no interior da matriz óssea, em lacunas. São via de transporte de nutrientes e metabólitos entre os vasos sanguíneos e a morte destes confere a reabsorção da matriz.
Osteoblastos sintetizam a região orgânica da matriz óssea e participam da mineralização da matriz, uma vez que possuem capacidade de concentrar fosfato de cálcio. Aprisionados pela matriz recém-sintetizada, passam a ser chamado de osteócitos.
Osteoclastos são células gigantes, móveis e ramificadas irregularmente, com vários núcleos. Secretam substâncias como colagenase, que digerem a matriz orgânica e dissolvem sais de cálcio.
O endósteo é formado por uma camada de células achatadas e reveste algumas regiões e o periósteo possui fibras colágenas e fibroblastos e células que se multiplicam por mitose, auxiliando no crescimento de ossos e reparação de fraturas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010



CITOLOGIA

É possível que você já tenha ouvido falar que a 
célula é a unidade fundamental da vida. Isso significa dizer que para um "ser vivo" possuir vida, no mínimo, ele deverá ser formado por uma célula.

Assim, nada mais natural, que começarmos nosso aprendizado sobre 
biologia(bio = vida; logia = estudo), analisando as estruturas presentes em uma célula e suas funções, ou seja, através da Citologia (cito = célula; logia = estudo).
Histórico


As 
células são geralmente muito pequenas e, dificilmente, visíveis a olho nu. Por isso, apenas depois da invenção do microscópio é que foi possível observar uma célula pela primeira vez. Sabe quando isso aconteceu? No ano de 1665, pelo inglês Robert Hooke, utilizando um microscópio muito simples.

Ele fez cortes bem finos na casca de uma árvore e descobriu que estas estruturas eram formadas por pequenas unidades semelhantes a favo de mel.

O nome "célula" foi empregado pela primeira vez por ele como diminutivo da palavra "cella", que em latim significa espaço cercado por paredes.
seres vivos x seres brutos
Depois da descoberta da célula, tudo que existe passou a ser classificados em dois grupos:
Seres brutos ou Acelulares – que não são formados por células, portanto, sem vida.
Seres vivos ou Celulares – que são formados por células e que, portanto, possuem vida.
Classificação quanto ao tipo de célula
Hoje sabemos que as células que existem são de dois tipos: 
Procariontes 

Células muito simples, sem organelas e com material genético (DNA) localizado em uma região específica do 
citoplasma, mas não protegido por um envoltório, ou seja, sem uma membrana nuclear (carioteca).

Ex: 
bactérias e algas cianofíceas, também conhecidas como algas azuis. 

Eucariontes Células mais complexas com o citoplasma rico em organelas e com o material genético (DNA) protegido pela carioteca.

Ex: animais, vegetais, 
fungos e protozoários
Lembrete:Organelas são estruturas encontradas dentro da célula, delimitadas por membranas, e com funções específicas. O nome "organela" é usado como alusão à "pequenos órgãos".